sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Bem, esta postagem estava como rascunho em explicação à carta suicida de Virginia Woolf (vide esta postagem: Uma Carta Melancólica ) E como fiquei devendo a vocês, eis as explicações:
Porque eu escreveria 'Caríssimos Nadas' se não é caro conseguir 'Ninguém' disposto a percorreras pérfidas linhas de meu miserável blog? Pois, então, Baratíssimos, mais uma vez tomo assento diante do vazio a fim de que comentemos a melancólica carta anterior a esta postagem. Perguntam-me quem foi Vírginia Woolf? O Google lhe responde. Nadas, vocês encontram Tudo lá!
A escritora inglesa em sua doença terminal, optou por suicídio ao invés de prosseguir com tratamentos dolorosos e ser um estorvo na vida de seu marido, como bem sentia-se. Até aqui lhes falei o óbvio. E talvez não lhes passei o que realmente desejaria. Talvez porque meus pensamentos se dispersaram no vazio e se envolveram junto à escuridão... Porém, não deixo de demonstrar a tristeza que possuiu meu coração ao ler esta carta suicída. Que desgraça. Vírginia se expressou de modo que imaginamos que todas as suas possibildidades de continuar vivendo haviam se esgotado. Sua razão maior era seu marido, Leonardo Woolf, que, de razão de viver para ela, tornou-se razão de morrer. Estava atrapalhando os afazeres diários da vida do amado. Imagino que não havia alguém por perto para consolá-la ou convencê-la do contrário. Talvez porque não quisesse. E Leonardo? Talvez não desejara ouvir por conveniência: "Não, você não está sendo uma pedra em meu sapato!"
A Morte - um espírito imundo em vestes surradas, desprovido de rosto, que sussurra desgraças e desesperanças aos ouvidos de suas vítimas e se desloca silenciosa e ameaçadoramente - aguardava a um canto do quarto de Vírginia, imagino, provocando o desabamento de de todos os sentimentos tenebrosos sobre sua depressiva e futura vítima. E Vírginia aceitava tudo o que a Morte lhe dizia, num sopro de falso consolo. Parecia verdade. Ou a Morte fazia parecer? E quando chegara o momento, Vírginia, já enferma, sentiu seus pés congelarem e perderem todo o sangue vital.
Postem seus comentários desventurados. Ou não.
Postem seus comentários desventurados. Ou não.





Gosto das escrituras de Vigínia, porém como cada artista tem uma fraqueza, o suicídio dela foi um ato covarde. Ela não queria escutar para poder seguir adiante com o sofrimento. E o Leonardo: Imagino que deve ter ficado com o sentimento de culpa pelo resto de sua vida por não ter ajudado a esposa que tanto amava.
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